sábado, 29 de outubro de 2011

hm..

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acerca da razão e da emoção.

"Ninguém jamais conseguiu explicar como foram criadas as almas gêmeas, mas
eu me lembro bem dessa história.
Estavam lá no céu, todas as almas, umas eram somente razão, outras somente
emoção, duas filas distintas.
Finalmente, chegou a minha vez de ser colocada em uma das filas.
Olhei para ambas e me identifiquei com a da razão.
Acontece, porém, que quando avistei você na da emoção, meus olhos brilharam,
foi como se fosse um imã a me puxar.
Aproximei-me do Criador e lhe disse:
- Eu gostaria de ficar na fila da emoção, pode ser? ... é que existe uma doce alma
por lá, que me encantou.
- Está bem, falou-me Ele, você até poderá escolher seu lugar, mas antes quero
lhe explicar algo, depois então você fará a sua opção.
"Existem almas que são gêmeas, tudo nelas é igual, a única diferença que eu
coloquei foi a razão e a emoção, justamente para que elas possam se completar,
é como se fosse um encaixe. Possuo uma grande percepção para distinguir as
almas gêmeas e por isso entendi, que aquela que se encontra ali na fila da
emoção é a sua (Ele falou apontando para você).
Daí querer te colocar na da razão"
"Caso vocês fiquem juntas, o encanto das almas gêmeas se acabará, ao passo
que se ficarem separadas, ele permanecerá. No entanto, devo lhe contar algo,
as almas gêmeas, nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas
pelo coração e por elas próprias. Por outro lado quando se encontram, jamais
se separam, nem mesmo eu consigo executar esse afastamento."
Entendi naquele momento que a razão não sobrevive sem a emoção.
E a emoção por sua vez, precisa da razão para viver.
Nesse instante fiz a minha escolha:
- Prefiro a fila da razão!
Encaminhei-me para o meu lugar, me posicionei e nesse mesmo instante, você,
que não tinha até então percebido a minha presença, olhou-me e sorriu!
Hoje, eu sou a razão, você a emoção, eu te dou o chão e você me leva à lua.
Hoje, eu entendo o que o Criador quis me dizer com:
"...é como se fosse um encaixe."
Hoje, eu sou a razão correndo atrás da emoção e você a emoção pedindo aos
céus que eu possa pertencer a mesma fila que você.
Mas, o que que você não sabe é que fui eu mesma quem escolheu o meu lugar,
só para ser a sua alma gêmea.
O que você não sabe é que, mesmo antes de pertencer a qualquer uma das filas,
eu já te amei.
Quando voltarmos para o lado de lá, você há de entender tudo isso e se eu puder
escolher uma das filas novamente, eu ainda vou querer ficar separada de você.
A única diferença é que escolherei a fila da emoção para sonhar como você sonhou
e que você fique na da razão para entender como eu sofri!"

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Are You Lonesome Tonight?











[Sempre ouvimos a mesma música e então em momento oportuno prestamos atenção nela e notamos que tem muito a ver com o que estamos pensando em determinado momento de nossas vidas]

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Acerca do que penso da confiança

"_Confiar? Nem por um minuto.
_'Confiança'. Esta palavra sempre me deixou apreensivo. Como o vinho, sempre que bebia, os efeitos não eram bons. Então desisti do vinho... e da confiança."

[Julio Cesar no Filme "Cleopatra"]

terça-feira, 21 de junho de 2011

Citação

"_Deve haver algo que deseje fazer
_Quero descobrir...
_Descobrir o que?
_Tudo! Quero descobrir porque eu sei o que é certo e, mesmo assim, faço o errado. Quero descobrir o que é a felicidade e qual é o valor do sofrimento. Quero descobrir por que os homens vão â guerra... e o que dizem em seus corações quando rezam. Quero descobrir o que os homens e mulheres sentem quando se apaixonam. Acho que isso é o bastante para me manter ocupado."

[Guerra e Paz]

domingo, 15 de maio de 2011

Frase

"Aprenda com a vida a grande lição: você sempre vai ganhar o que tiver coragem de perder e perder o que quiser agarrar."
[Salinger]

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Acerca do valor da terra

"A Terra toda, ouvira, era redonda. Pelo menos fora o que dissera um rapaz, que aparecera pregando uma porção de coisas curiosas na vila, num dia de verão. Ele viera, tinha dito, para auxiliar aquela gente e fazer-lhe um bem que ele denominava ensino, e como o povo na aldeia de Ling Tan era cortes e bondoso, desejou ouvi-lo, principalmente porque estava na época das festas e ninguém trabalhava. Assim escutaram as histórias sobre a redondeza da Terra e a maldade das moscas e o jovem mostrou-lhes quadros de moscas tão grandes como um tigre. Quando viram aquilo as mulheres gritaram mas Ling Tan disse-lhes que se acalmassem porque só no estrangeiro havia daquelas moscas. Aqui elas eram umas coisas de nada que não faziam mal , e um homem podia esmagá-las entre o polegar e o indicador se desejasse, mas quem ia se preocupar em matá-las se eram tão inofensivas?
Achou difícil acreditar que a Terra fosse redonda e pensava muitas vezes nesse jovem, indubitavelmente um romeiro de alguma religião que cumpria a sua pena andando de uma aldeia para outra, pregando os seus conhecimentos. Assim, quando Ling Tan achava entre os seus melões um redondo, pensava: "Assim é a Terra". Mas o que não compreendi aera como os homens do outro lado podiam andar se a Terra era redonda. Quando ele falou sobre isso na casa de chá, uma noite, o seu primo em terceiro grau afirmou-lhe que a história de via ser verdadeira porque ele ouvira dizer que as pessoas que viviam no outro lado da Terra faziam exatamente o contrário do que devia ser feito. Assim, explicou, as crianças nasciam de cabelo branco e a medida que cresciam o cabelo ia ficando preto, e em vez de empurrarem um serrote eles puxavam-no, colocavam as roupas de cama no chão , e tudo que faziam era sem lógica, louco. Dessa maneira, era bem possível que eles andassem de cabeça para baixo e gostassem de andar assim.
Sobre tais coisas refletia Ling Tan enquanto cultivava a terra e riu ao pensar que, em alguma parte, bem embaixo do lugar em que ele estava, a sua terra se prolongava até chegar a um ponto em que os estrangeiros andavam, plantavam nela e apanhavam as colheitas como se lhes pertencesse. "Tenho que cobrar aluguel", pensou e sorriu. Um dos filhos, vendo o sorriso sob o chapéu de bambu, gritou, querendo saber o motivo da alegria e Ling Tan explicou:
_Eu estava pensando agora qe no fundo desta minha terra um estrangeiro planta as suas sementes sem me pedir licença e sque eu podia ameaçá-lo com a lei se pudesse me dirigir a ele...

[Transcrevi do livro "A estirpe do dragão" de Pearl S. Buck.]

[Será que se fôssemos ignorantes, amaríamos mais nossa terra e nossa nação?]